sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A dor de educar

Hoje este é um assunto de grande repercussão.

Meu JP está 10 anos de idade dentro de 3 meses completará seus 11 anos.

Estou vivendo uma grande transformação na vida e dia a dia dele.

Meu filho sempre foi uma criança docil, participativo, educado e responsável.

Não sei se posso associar esta "transformação" ao nascimento da irmã, pois, sempre fiz de tudo para não mudar ou alterar a rotina dele.

É difícil, manter tudo, ali certinho, com um RN em casa, mas, juro que tentei.

JP começou a não querer escovar os dentes, tomar banho, me responder, e não querer estudar para as avaliações da escola.

Nunca, até então, tinha ouvido reclamação dele na escola e nem de ninguém.

Até que nas últimas semanas as coisas foram desmoronando na minha cabeça.

Tivemos uma reunião de pais e mestres e o coordenador da escola iniciou a conversa com uma reclamação geral da turma. 
Depois, vieram as reclamações mais diretas ... recebo o boletim do JP e vejo o gráfico de maneira decrescente (neste momento respirei fundo), em seguida é falado sobre os trabalhos que não estavam sendo entregues.
pausa#todos os dias eu perguntava a criança se tinha trabalho ou lição de casa e a resposta era sempre não. Neste momento a pulguinha já se instalava atrás da minha orelha.#despausa

Recebi um bilhete do professor dizendo: O aluno JP está conversando demasiadamente na sala de aula.

Chego em casa e assumo minha parcela de culpa, pois, não revisava a agenda escolar com tanta frequência.
Chamo JP para conversar e a explicação simplesmente é: Esqueci mãe!
Respiro fundo e começo mais uma séria conversa.

Ontem, chego na casa dos meus pais e tenho algumas surpresas (ruins claro) ... JP brincando no quintal ao invés de estar estudando para prova, quando abro a gaveta dele de roupa, acho dobradinho um trabalho que ele deveria ter entregue e não entregou. Dois erros, não entregou o trabalho e ainda tentou me esconder.

Engraçado (que não é nada engraçado) ele vira para mim e disse com propriedade: Eu errei! Eu sei que errei! Pode me botar de castigo!

Affff .... enfiei ele dentro do carro e fui direto para casa.

Dei uma boa de uma surra ... explicando cada "cintada" que levava e por qual motivo estava apanhando.

Ai está o X da questão. Minha mãe sempre me bateu e hoje graças a Deus sou uma mulher responsável e com principios. Não fiquei traumatizada e muito menos deprimida por ter "sofrido" surras. (Pq eu aprontava mesmo).

Então, na minha opinião, uma correção na hora certa vale muito a pena.

Ao menos eu quero acreditar nisso.

Confesso que aquelas cintadas doeram muito mais em mim do que nele. Eu só quero ter um filho responsável, educado e que tenha respeito pelos pais, professores e mais velhos.

Não quero no futuro um homem sem compromisso com a sociedade e com ele mesmo.

O fato é que eu tento errar menos para que meu filho seja uma homem de bem!

Enfatizando que este tipo de correção era minha última das últimas opções ... foram muitas conversas, muitas broncas. No fim, achei preciso me impor desta forma. Seja certo ou seja errado.

Aqui fica uma mãe com o coração despedaçado. 

2 comentários:

  1. Amiga, querida amiga, vou escrever um pouquinho aqui e depois complemento no e-mail tah ?

    TE ENTENDO .... TE RESPEITO .... TORÇO PARA O MELHOR POR AÍ ....

    beijos de uma amiga distante mas com o coração mais próximo do que vc imagina !

    ResponderExcluir
  2. óh finalzinho de dia .... comecinho de final de semana .... tudo de ótimo para vocês aí viu

    bju

    ResponderExcluir

Oba, adoro comentários :)